quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Concurso Nacional de Leitura 2017-2018 - 1ª fase (escola)
Como já vem sendo tradição a nossa escola vai participar neste ano letivo na 12ª edição do Concurso Nacional de Leitura.

Destinado aos alunos do ensino básico e secundário, este desafio pretende estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral junto dos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

As obras selecionadas para a 1ª Fase do concurso são: 

Ensino Básico - 2 obras



O rapaz do pijama às riscas, John Boyne, Leya (7º, 8º e 9º anos)



Sexta-feira ou a vida selvagemde  Michel Tournier, Editorial Presença (9ºano)

Meu pé de laranja-lima , de José Mauro de Vasconcelos,Dinapress   (7º,8º anos)


Ensino Secundário-  as 2 obras :


Crónica do Rei Pasmado, Gonzalo Torrente Ballester, Caminho ou Leya  


Orgulho e preconceito, Jane Austen, Editorial Presença ou Relógio d’Água
 





Participa! Inscreve-te na Biblioteca ou junto da tua professora de Português!

As provas escritas realizam-se entre finais de janeiro e início de fevereiro em data a indicar.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Bicentenário da morte de Jane Austen

A escritora britânica morreu aos 41 anos, a 18 de julho de 1817, em Winchester, vítima de tuberculose. Para assinalar os 200 anos do desaparecimento da escritora, há várias iniciativas, em especial em Inglaterra, onde nasceu, na região de Hampshire.
A escritora inglesa é considerada uma das maiores romancistas do século XIX. 
Jane Austen ganhou leitores fiéis em todo o mundo ao escrever sobre o amor e a vida com um toque de crítica e ironia.
Autora de clássicos como Orgulho e preconceitoSensibilidade e bom senso e Emma ,Jane Austen prova que os grandes escritores nunca morrem.  Continuam  a vender-se milhares e milhares de exemplares dos seus livros todos os anos, eternizando a sua obra. 
Orgulho e Preconceito é considerada a sua obra-prima. Hoje em dia, é um dos "romances mais lidos, mais apaixonadamente defendido, tantas vezes adaptado para cinema e televisão, popularmente eleito como o melhor romance de todos os tempos", afirma a editora.
Escrito por uma jovem com 19 anos, em 1796, este clássico da literatura romântica só foi publicado em 1813, depois de ter sido recusado por um primeiro editor.
Foi sob anonimato que Jane Austen fez chegar a história da família Bennett e das suas cinco filhas solteiras ao público.
Editado em três volumes, o livro esgotou em poucos meses, tendo, no entanto recebido apenas um único elogio durante a vida da autora, por parte de Walter Scott, que Jane Austen nem apreciava particularmente, quando, um ano antes da morte desta, saudou aquela "autora sem nome" como um expoente magistral do "romance moderno".
A obra de Jane Austen reflete um tempo em que as filhas não herdavam as posses dos pais,abordando " com subtileza, inteligência e a peculiar ironia de Jane Austen os costumes da sociedade burguesa e aristocrática inglesa dos finais do séc. XVIII e início do séc. XIX. 
Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dão corpo a um dos maiores romances de sempre".
A sua produção literária compreende "Sensibilidade e Bom Senso" (1811), "Orgulho e Preconceito" (1813), "Mansfield Park" (1814), "Emma" (1816) e, publicadas postumamente, "Persuasão (1818), e "A Abadia de Northanger" (1818).
 Duzentos anos depois, a sua obra, inscrita no período do romantismo, "transcende qualquer corrente literária, mantendo-se pela sua intemporalidade, universalidade e inesquecíveis personagens", sublinha a editora.



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Kazuo Ishiguro


O prémio Nobel da Literatura 2017 foi atribuído ao escritor britânico Kazuo Ishiguro e aos seus "romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo".



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Biblioteca Escolar 
dá as 
Boas Vindas
 a toda a comunidade educativa

Ano letivo 2017-2018


Em outubro de 2017 o tema definido pela International Association of School Librarianship ( IASL) para as comemorações das Bibliotecas Escolares é:

Ligando comunidades e culturas


Baseia-se no tema da conferência anual da IASL : "Aprender sem fronteiras". 

Neste ano pretende-se transmitir a ideia de que o Mês Internacional da Biblioteca Escolar liga comunidades de aprendizagem, comunidades sociais e culturais em todo o mundo. O objetivo é que, em outubro, se celebre a importância das bibliotecas no desenvolvimento das novas competências da literacia e a consciência da sua importância na afirmação de uma cultura pedagógica que atenda às necessidades dos alunos no século XXI, para além da literacia da informação, promoção da leitura, literacia digital, formação de leitores críticos, construção da cidadania, reforço da inclusão sociocultural, desenvolvimento de boas práticas, sustentabilidade e modelos de colaboração assentes na interdisciplinaridade entre bibliotecários e professores.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Concurso Nacional de Leitura 2016-2017 - 1ª fase (escola)
Como já vem sendo tradição a nossa escola vai participar neste ano letivo na 11ª edição do Concurso Nacional de Leitura.

Destinado aos alunos do ensino básico e secundário, este desafio pretende estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral junto dos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

As obras selecionadas para a 1ª Fase do concurso são: 

Ensino Básico : 


   

Mar me quer, de  Mia Couto, Editorial Caminho






O polegar de Deus, de Louis Sachar, Editorial Presença





Ensino Secundário :

 

O último cabalista de Lisboa, de Richard Zimler, Porto Editora






 Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco, Porto Editora




Participa! Inscreve-te na Biblioteca ou junto da tua professora de Português!

As provas escritas realizam-se no início de Janeiro em data a indicar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016



(excerto)

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.
Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.
Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.
- Como te chamas? - perguntaram-lhe.
- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .
- Que engraçado... Maria Castanha! Queres brincar?
- Quero.
Foram brincar ao jogo do apanhar. A Maria Castanha corria mais do que todos.
- Quem me apanha? Ninguém me apanha! Ninguém apanha a Maria Castanha!
Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele. Pimba! O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão. A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo. – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.
E os outros ajudaram também. Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- Onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.
- E tu?
- Vinha à procura de amigos.
- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.
- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.
E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos. Depois, disse:
- Quando os amigos se encontram, é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?
- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.
- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há. – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.
E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume. Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!
- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.
-Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem. E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.
- É bom, é. – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.
- Se me queres ajudar, podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?
A Maria Castanha não sabia mas aprendeu. É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

António Torrado, Maria Castanha
Dia de S. Martinho – As castanhas na literatura portuguesa

Luís Vaz de Camões

“A fermosura fresca serra
e a sombra dos verdes castanheiros
o manso caminhar destes ribeiros
donde toda a tristeza se desterra”



Miguel Torga ("Reino Maravilhoso")

Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza,
cai de umas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais,
parecem encarnar a virgindade da própria paisagem.
Só em Novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa,
que as faz lançar ao chão lágrimas que são os ouriços.
Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos
deixam ver numa camada fofa a maravilha singular de que falo,
tão desafectada que até no próprio nome é doce e modesta – a castanha.
Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida,
no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca dos pobres e ricos. Crua,
engorda os porcos, com a vossa licença...".



João Garcia de Guilhade (Trovador medieval)

Dom Foam disse que partir queria
quanto lhi derom e o que havia.
E dixi-lh'eu, que o bem conhocia:
"Castanhas eixidas, e velhas per souto". 
E disso-m'el, quando falava migo:
- Ajudar quero senhor e amigo.
E dixi-lh'eu: - Ess'é o verv'antigo:
"Castanhas saídas, e velhas per souto".
E disso-m'el: - Estender quer'eu mão
e quer'andar já custos'e loução.
E dixi-lh'eu: - Esso, ai Dom Foão:
"Castanhas saídas, e velhas per souto".  
  
Ruy Belo
“Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de novembro
e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância” 

Maria Judite de Carvalho

“O velho vendedor desta tarde, ali à esquina da rua, lembrou-me outro, lá longe, no passado de uma cidade diferente, esse diluído não só em tempo ou em bruma mas também num fumo aromático que não aquecia, fumo frio, talvez, e que atravessava ossos porosos que existiam, que estavam ali dentro de mim, um pouco arrepiados também. Eu passava todos os dias pelo homem, que usava boina e samarra, talvez fosse espanhol, já não me lembro, e detinha-me sempre para comprar o eterno cartucho de castanhas, que logo metia, em partes iguais, nos bolsos já largueirões do casaco, deixando ficar as mãos naquele leve, apesar disso reconfortante calor. Cá fora havia nevoeiro, ou então um espesso teto de nuvens baças separava-nos da estrela da vida, que desaparecera do nosso convívio há muito tempo. E eu, mesmo sem querer, mesmo pensando que isso era impossível, não a imaginava lá em cima mas muito longe, para o sul,  aquecendo e iluminando a  minha terra. Fazia o resto do percurso devagar, ia aproveitando aquela sensação tão doce. Quando chegava ao hotel tinha as mãos enfarruscadas e as castanhas estavam quase frias, mas paciência, comia-as mesmo assim."

Aquilino Ribeiro

“António levou-o depois de terra em terra para angariar recompensas: «aqui lhe davam uma tigela de feijões, ali um celamim de centeio, acolá um gigo de batatas, nesta casa, naquela e naqueloutra meio braço de cebolas, o seu naco de toucinho, a sua mancheia de castanhas piladas.” 
“E, zás-trás – ali lhe assenta Pedro o pau na nuca, torna-lhe a secundar o golpe pelo toutiço abaixo e, oh milagre!, eis que da cabeça de São Cristovão começam a cair moedas, moedas das grandes, daquelas que corriam no tempo do oito e se trazem no relógio à dependura, a cair mais e mais que nem castanhas dum castanheiro quando varejado.”



A lenda de São Martinho

Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou viagem. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias.

As tradições do dia de São Martinho

O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Ferreira de Castro

José Maria Ferreira de Castro



José Maria Ferreira de Castro nasceu no lugar de Salgueiros, concelho de Oliveira de Azeméis, a 24 de Maio de 1898.
Aos 12 anos, emigrou para o Brasil, tendo vivido e trabalhado durante quatro anos em plena selva amazónica, no seringal Paraíso. Viveu em precárias condições, tendo de recorrer a trabalhos como colador de cartazes e embarcadiço em navios do Amazonas. Esta experiência serviria de base para o seu mais famoso romance A Selva. Também colaborou na imprensa, tendo fundado o jornal Portugal.
Regressou a Lisboa em 1919 e, para além de ter sido redator e diretor de jornais e revistas, continuou a escrever livros nos quais está patente a intervenção social e ideológica.
Em 1928, ao publicar o romance Emigrantes, conheceu grande êxito em Portugal e no estrangeiro. Dois anos depois, com A Selva, conhece momentos de verdadeira glória.
O seu nome foi sugerido para Prémio Nobel da Literatura e, em 1970, a sua obra foi reconhecida com o prémio Águia de Ouro Internacional.
As suas obras estão publicadas em dezenas de países e, durante muito tempo, foi mesmo o nosso escritor mais traduzido. Ofereceu o seu espólio ao povo de Sintra e hoje existe, na vila velha, um museu em sua memória.
Ferreira de Castro faleceu no Porto em 1974, mas tendo escrito a maior parte da sua obra em Sintra "desejaria ficar ali para sempre" na serra, "onde as ervas rasteiras vivessem livremente". Ali está o seu túmulo, quase despercebido para quem sobe a serra a caminho do Castelo dos Mouros, escondido pelas árvores. Os limos rasgaram a campa onde mal se lê: "Ferreira de Castro, Escritor (1898-1974)". E assim mesmo o desenhou: "Um bloco de granito cavado em forma de banco, voltado para a vereda; um banco onde pudesse descansar quem por ali subisse ao castelo ou andasse, em erradios passos, comungando com a poesia de Sintra."



Emigrantes, de José Maria Ferreira de Castro


O livro aborda a temática da emigração portuguesa no Brasil no início do século XX. O Portugal dessa época é um país pobre e pouco desenvolvido. Para fugirem às precárias condições de vida, muitas pessoas emigraram para vários países, nomeadamente para o Brasil. É o caso de Manuel da Bouça, personagem que acompanhamos do princípio ao fim do romance, que se separa da família, hipoteca os poucos bens que possui e parte com o objetivo de alcançar uma vida melhor.

 Em Emigrantes, o autor mostra com dureza e realismo as condições de vida dos emigrantes portugueses no Brasil. Apresenta com grande humanismo as ideias essenciais, questionando ao longo de toda a obra o sentido de justiça do mundo em que vive.

“A sua alegria desvanecera-se e agora, volvido de novo para o cais, ao ver os últimos emigrantes desembarcados, que caminhavam, trôpegos e miseráveis, entre as mulheres e os filhos, apiedava-se deles. «Aqueles diabos imaginavam que para se enriquecer bastava ir por aí fora, com ganas de trabalhar. Ele também pensara assim, mas depois é que vira. Bem lhe diziam o Hermenegildo e o Fernandes que só com o seu trabalho um homem não enriquecia. Se não fosse isso, ele estaria podre de rico… Mas qual! Nem os ricos iam deixar que todos enriquecessem, senão – claro! – não tinham quem lhes fizesse as coisas de que eles precisavam…” 
“Há cada ricaço que é de a gente lhe tirar o chapéu! Que ricos há os em toda a parte. Também os há aqui e bem pertinho. O que eu queria é que não houvesse pobres.”